A importância da arquitetura sustentável

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A importância da arquitetura sustentável

A cada dia que passa, a consciência da sociedade humana vai se impregnando do reconhecimento de que é preciso estabelecer uma relação mais harmoniosa e sustentável com o meio ambiente.

Paradigmas como a reciclagem de matérias se incorporam à rotina de pessoas e corporações, não só como forma de evitar o descarte dos mesmos no meio ambiente, evitando acidentes ambientais e poluição, como também de preservação dos recursos naturais e otimização dos custos da atividade econômica.

Esse é apenas um dos fatores que integram o pacote de benefícios trazidos pelo advento da arquitetura sustentável, que ainda é uma novidade, mas ganha impulso a partir das cada vez mais mandatórias políticas ecológicas e de sustentabilidade.

Ela surgiu nos anos 1970, como forma de prevenir o impacto ambiental causado por uma construção. Define-se como um modelo arquitetônico que tem como paradigma uma interação harmoniosa com o meio ambiente, de modo a impactá-lo minimamente.

A arquitetura sustentável busca usar de modo abundante recursos de origem natural, de modo a contribuir com a redução de desperdícios e maximização da qualidade de elementos como iluminação e ventilação dos ambientes.

(Referencia: www.ecoeficientes.com.br)

Alguns paradigmas da arquitetura sustentável

Uma das preocupações dos projetos arquitetônicos sustentáveis é o uso de materiais certificados, fornecidos por empresas legalmente estabelecidas, que comunguem da preocupação e das iniciativas que visam a redução dos impactos ambientais e emissão de gases poluentes.

O uso de materiais ecologicamente corretos, particularmente os reciclados, faz parte dos cuidados adotados nesse tipo de empreendimento, além da preocupação com o estudo detalhado dos impactos da construção no meio ambiente.

Parte dessa preocupação se volta para o tratamento dos resíduos gerados pela construção, no sentido de reduzir ao máximo os efeitos nocivos, inclusive através da própria reciclagem.

Parte dos resíduos são usados como aterro, na fabricação de tijolos, ou destinados à reciclagem, o que acaba gerando um impacto econômico positivo através do reaproveitamento dos materiais.

A eficiência energética, através da adoção de tecnologias limpas como a eólica e a energia solar, estão na agenda desses empreendimentos. O sistema de iluminação e a ventilação da construção não raro são frutos do uso de materiais alternativos e diferenciados.

Melhor aproveitamento dos recursos naturais

O desperdício de recursos naturais, a depender da arquitetura sustentável, está com os dias contados. Os projetos arquitetônicos são elaborados para, por exemplo, aproveitar a água da chuva para diversas finalidades, como em descargas sanitárias, regar plantas e jardins e lavar áreas externas, levando a uma economia de água que pode chegar a 30% em relação a uma construção tradicional.

Recursos como vidros duplos são utilizados para melhorar a iluminação durante o dia, sem que haja aumento da temperatura interna. Tudo isso é possível com um estudo prévio da posição do sol nas diversas fases do dia e do comportamento dos ventos, de modo a posicionar as janelas de forma adequada.

O uso de vegetação em fachadas e coberturas, por sua vez, também contribui para a sensação de conforto térmico, além de promover a integração com o entorno, sem falar no impacto estético bastante relevante e na qualidade de vida, como um todo.

Validação dos projetos

Projetos que se mantêm dentro das especificações são certificados com selos de sustentabilidade, os quais tendem a valorizar a construção e aqueles nela envolvidos.

Uma casa na zona leste de São Paulo recebeu a certificação de International Building of the Year, uma premiação criada pelo site Arch Daily. A finalidade da premiação instituída pelo site de arquitetura é dar visibilidade a casas de arquitetura sustentável pelo mundo. A moradia foi com o orçamento de R$ 150 mil, pelo escritório de arquitetura paulistano Terra e Tuma. A casa foi toda feita em bloco de concreto, num terreno de 4,8 metros de largura por 25 metros de profundidade. Na área central da casa, o pátio cumpre a função de iluminar e ventilar. A área sobre a laje da sala foi utilizada como horta, e poderá ser coberta, ampliando o programa da casa a fim de atender à futuras demandas.

O HQE (Haute Qualité Environnementale) certifica projetos que se destaquem pela redução no consumo de recursos. O certificado da ONG americana U.S. Green Guilding Council é outro incentivo ao investimento na arquitetura sustentável. A boa notícia é que mais de mil empreendimentos já foram certificados no Brasil.

By | 2017-11-04T02:30:25+00:00 novembro 3rd, 2017|Uncategorized|0 Comentários

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